Brazzaville - O Burundi, Ghana, Guiné-Bissau, República do Congo e o Uganda interromperam com sucesso a transmissão de surtos do poliovírus de tipo 2, na sequência de avaliações técnicas rigorosas realizadas entre Janeiro e Junho, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Brazzaville - O Burundi, Ghana, Guiné-Bissau, República do Congo e o Uganda interromperam com sucesso a transmissão de surtos do poliovírus de tipo 2, na sequência de avaliações técnicas rigorosas realizadas entre Janeiro e Junho, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, as equipas de Avaliação da Resposta aos Surtos (OBRA, na sigla em inglês) analisaram os dados de vigilância epidemiológica, laboratoriais e de imunidade da população e concluíram que existem evidências suficientes de que a transmissão foi interrompida nos cinco países.
Com base nessas avaliações, o Escritório Regional da OMS para África confirmou oficialmente o fim dos respectivos surtos.
“Pôr fim a estes surtos demonstra o que é possível alcançar, através de uma forte liderança nacional, de profissionais de saúde dedicados e de uma estreita colaboração entre Governos, comunidades e parceiros”, afirmou o Director Regional da OMS para África, Mohamed Janabi.
Porém, o responsável advertiu que a conquista não significa o fim dos esforços, sublinhando a necessidade de manter uma vigilância epidemiológica robusta e uma elevada cobertura de vacinação para prevenir novos surtos.
Na República do Congo, as autoridades reforçaram a vigilância e realizaram várias campanhas de vacinação após a detecção do vírus. A última ocorrência foi registada em Dezembro de 2023, seguindo-se medidas destinadas a manter a capacidade de detecção e a colmatar lacunas de imunidade em zonas de alto risco.
No Burundi, onde o surto de poliovírus circulante de tipo 2 foi declarado em Março de 2023, o Governo intensificou a vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e ambiental e as investigações sobre casos suspeitos, com o apoio da Iniciativa Mundial de Erradicação da Poliomielite (GPEI).
O Uganda, por sua vez, intensificou as actividades de vigilância e resposta depois da detecção do poliovírus, em Maio de 2024, mantendo uma estreita coordenação entre as estruturas nacionais e provinciais.
No Ghana, os investimentos na capacidade laboratorial complementaram a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a surtos. O país actualizou, no início deste ano, as suas capacidades laboratoriais, melhorando a detecção do poliovírus e de outras doenças preveníveis por vacinação.
Na Guiné-Bissau, as autoridades concentraram os esforços nas populações com acesso limitado aos serviços de saúde, através de campanhas de vacinação específicas e do reforço da vigilância. O país não regista uma detecção de poliovírus desde Julho de 2021.
A nível regional, os países reforçaram a vigilância da paralisia flácida aguda e a vigilância ambiental, melhoraram os laboratórios e intensificaram o envolvimento das comunidades para aumentar a confiança nas vacinas.
De acordo com a OMS, foram igualmente realizadas campanhas de vacinação destinadas a alcançar o maior número de crianças, incluindo as que vivem em zonas de difícil acesso e áreas fronteiriças.
Em 2025, a Região Africana acelerou os investimentos na modernização da rede de laboratórios de poliomielite, permitindo melhorar a capacidade de diagnóstico e reduzir o tempo necessário para confirmar a presença do vírus.
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa que pode causar paralisia irreversível. Não existe cura, mas a doença pode ser prevenida através da vacinação segura e eficaz. CV




