Comandantes da NATO preocupados com garantias de segurança para a Ucrânia

Os chefes de defesa da NATO reuniram-se nesta quarta-feira, 20, por vídeo-conferência, para discutir as garantias de segurança que poderiam oferecer a Kiev para ajudar a conseguir um acordo de paz que ponha fim à guerra de três anos com a Rússia.
A informação foi avançada pelo presidente do Comité Militar da NATO, almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone, que confirmou que 32 chefes de defesa de toda a aliança participaram da vídeo-conferência, tendo classificado como sido uma “óptima discussão frança”.
A reunião dos chefes da NATO, acontece poucos dias depois de os presidentes dos países que compõem a organização se terem juntado à Zelensky na reunião com Donald Trump na Casa Branca, no quadro do esforço diplomático liderado pelos EUA para pôr fim ao conflito.
“Estamos unidos e essa unidade foi verdadeiramente tangível hoje (ontem), como sempre”, afirmou numa publicação na rede social X, sublinhando que o objectivo é conseguir garantias de que a Ucrânia não será invadida novamente no futuro.
Para a NATO, essas garantias são uma das chaves para que a Ucrânia assine um acordo de paz com a Rússia.
O país quer ajuda ocidental para as suas forças armadas, incluindo armas e treino, para reforçar as suas defesas, e os responsáveis ocidentais estão a esforçar-se para definir o que podem oferecer.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, criticou os esforços para se trabalhar em acordos de segurança na Ucrânia sem o envolvimento de Moscovo.
“Não podemos concordar com o facto de agora se propor resolver questões de segurança colectiva sem a Federação Russa. Isso não vai resultar”, disse Lavrov, na quarta-feira, em comentários veiculados pela agência noticiosa estatal RIA Novosti.
A Rússia “assegurará os seus interesses legítimos com firmeza e de forma intransigente”, acrescentou Lavrov numa conferência de imprensa em Moscovo.
O general norte-americano Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da NATO na Europa, que prestou aconselhamento durante a cimeira Trump-Putin na semana passada no Alasca, participou nas conversações virtuais, informou Dragone.


