Bruxelas — A Comissão Europeia anunciou, esta segunda-feira, a disponibilização de testes de diagnóstico no valor de 2,1 milhões de euros para reforçar o combate à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo. O material será entregue à Organização Mundial da Saúde para apoiar as operações de detecção e controlo da doença no terreno.
De acordo com a instituição europeia, foi assinado um acordo para a aquisição de testes PCR de plataforma aberta, considerados essenciais para identificar rapidamente os casos de infecção.
As primeiras entregas deverão começar ainda este mês através do centro logístico da OMS para emergências sanitárias, localizado no Dubai.
A comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou que a rapidez na identificação dos casos é determinante para travar a propagação do vírus.
Segundo a responsável, uma resposta eficaz depende da capacidade de diagnosticar os doentes precocemente, encaminhá-los para tratamento e proceder ao respectivo isolamento.
A nova ajuda surge poucos dias depois de Bruxelas ter anunciado um outro pacote de 2,5 milhões de euros destinado à aquisição de testes moleculares rápidos e equipamentos de diagnóstico para os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças.
No total, os dois programas representam um investimento de 4,6 milhões de euros em meios de diagnóstico para enfrentar a epidemia.
A actual epidemia foi identificada em Maio na República Democrática do Congo e no Uganda e é provocada pela variante Bundibugyo do vírus Ébola.
Esta estirpe apresenta um desafio acrescido para as autoridades sanitárias, uma vez que ainda não existem vacinas nem tratamentos específicos aprovados para o seu combate.
Após cem dias desde a declaração oficial da epidemia, as autoridades congolesas contabilizam 5.514 casos confirmados e 2.642 mortes, correspondendo a uma taxa de letalidade de quase 48 por cento.
A Organização Mundial da Saúde considera este o maior surto de Ébola alguma vez registado na República Democrática do Congo, superando a epidemia de 2018 a 2020.
Apesar da gravidade da situação na região dos Grandes Lagos, os especialistas europeus consideram muito reduzido o risco de propagação da doença para a União Europeia.
Desde o início da crise, a Comissão Europeia já mobilizou cerca de 493 milhões de euros em ajuda de emergência, vacinas, tratamentos e outras medidas de segurança sanitária destinadas à região afectada.



