Conflitos e desigualdade marcam debate dos Chefes de Estado em Adis Abeba

Arranca esta quarta-feira, 11, em Adis Abeba a 39ª Cimeira da União Africana, reunindo Chefes de Estado e de Governo de todo o continente.
Um ano após a presidência de João Lourenço, os líderes africanos encaram o desafio de traduzir decisões políticas em ações concretas, num contexto marcado por conflitos regionais, fragilidades institucionais e desigualdade económica. A cimeira vai centrar-se na consolidação da paz, segurança regional, integração económica e desenvolvimento sustentável, com atenção especial à implementação das estratégias da Agenda 2063.
Analistas destacam que, apesar dos avanços registados nos últimos anos, a eficácia das decisões da UA depende da coordenação entre Estados-membros, da mobilização de investimentos estratégicos e da capacidade de enfrentar crises humanitárias e económicas.
A presidência pro tempore de João Lourenço coloca Angola no centro das decisões continentais, avaliando-se o impacto da sua liderança na promoção da integração regional e no reforço da segurança, ao mesmo tempo em que se busca assegurar que os compromissos assumidos tenham repercussão efetiva nas populações africanas mais vulneráveis.
A cimeira estende-se até 15 de Fevereiro de 2026, representando uma oportunidade para os líderes africanos redefinirem prioridades estratégicas e reforçarem a voz do continente em fóruns internacionais, consolidando uma visão de África mais integrada, próspera e resiliente.


