Conselho de Transição na Guiné-Bissau acusa Daniel Chapo de ingerência nos assuntos do país

Segundo o documento, as posições assumidas pelo chefe de Estado moçambicano representam uma ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau e rejeita qualquer tentativa de influência externa sobre decisões soberanas do país.
O CNT critica ainda a situação de segurança em Moçambique, marcada por desafios ligados à insurgência armada e ao terrorismo, considerando que as autoridades moçambicanas deveriam concentrar-se na resolução dos seus problemas internos.
O órgão de transição recorda ainda a presença do Presidente da Guiné-Bissau na cerimónia de tomada de posse de Daniel Chapo, em Moçambique, destacando que o gesto representou um sinal de solidariedade para com o povo moçambicano num contexto de forte contestação política.
Na nota de imprensa, o Conselho de Transição questiona igualmente o posicionamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em relação a processos judiciais envolvendo líderes políticos de outros países lusófonos, defendendo que a justiça guineense deve ser respeitada da mesma forma que as instituições judiciais dos restantes Estados-membros.
O Conselho Nacional de Transição termina o comunicado reafirmando a soberania da Guiné-Bissau e exige respeito pelas instituições nacionais, sublinhando que o país não aceitará interferências externas nos seus assuntos internos.



