Cartum - Cortes severos no financiamento humanitário estão a forçar o encerramento de clínicas de saúde em todo o Sudão, obrigando pacientes a viajar distâncias maiores para receber tratamento e levando os hospitais restantes à beira do colapso, alertou a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Cartum - Cortes severos no financiamento humanitário estão a forçar o encerramento de clínicas de saúde em todo o Sudão, obrigando pacientes a viajar distâncias maiores para receber tratamento e levando os hospitais restantes à beira do colapso, alertou a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).
De acordo com a organização, citada pelo portal AllAfrica, nos campos de refugiados e deslocados internos, os serviços de maternidade e cirurgia foram fechados, obrigando as mulheres grávidas a percorrer horas para ter acesso a cuidados de emergência.
O número de organizações de ajuda humanitária que operam nos arredores do campo de Um Rakuba caiu de cerca de 35 em 2021 para menos de 10.
Algumas clínicas registaram uma queda acentuada no número de pacientes, pois as pessoas já não têm condições para pagar o transporte.
A MSF explicou que a crise de financiamento foi agravada pelo encerramento de programas da USAID e pela redução da ajuda internacional.
O plano de resposta humanitária do Sudão, orçado em 2,87 biliões de dólares, recebeu apenas cerca de 41% do financiamento necessário.
Aproximadamente 37% das instalações de saúde do país estão completamente fora de serviço, e milhões de pessoas enfrentam fome, deslocamento e desnutrição grave. MCN




