Costa do Marfim condena acusados de ataques terroristas a prisão perpétua

As autoridades da Costa do Marfim, condenaram seis pessoas, a prisão perpétua por um ataque em 2020 que matou 14 soldados numa fronteira no nordeste daquele país africano.
“Dos 45 arguidos julgados neste caso, seis foram condenados a prisão perpétua, pelo tribunal de Abidjan, por “ato terrorista”, afirmou à AFP o advogado das partes civis, Me Abdoulaye Ben Méité.
No final de março, o Ministério Público pediu a prisão perpétua para cinco pessoas.
Dezassete réus foram condenados a 20 anos de prisão efetiva e a uma multa de 50 milhões de francos CFA (cerca de 76 mil euros) por terem desempenhado um papel secundário no ataque.
Outro arguido foi condenado a cinco anos de prisão por uma participação considerada menor no ataque e 21 pessoas foram absolvidas.
Referir que na noite de 10 para 11 de junho de 2020, homens armados atacaram um posto militar em Kafolo, uma pequena aldeia no nordeste da Costa do Marfim, na fronteira com o Burkina Faso.
O ataque não foi reivindicado, mas foi atribuído a extremistas islâmicos a operar desde o Burkina Faso, tendo agido em represália à operação “Comoé” (rio entre os dois países) dos exércitos da Costa do Marfim e do Burquina Faso para desalojar estes grupos instalados na região.
Em março de 2021, um ataque a duas posições do exército perto da fronteira com o Burquina Fasso – incluindo a de Kafolo – matou três militares da Costa do Marfim.
Em março de 2016, um ataque na cidade costeira de Grand-Bassam, a algumas dezenas de quilómetros de Abidjan, fez 19 mortos.
A Costa do Marfim, país costeiro da África Ocidental, partilha a fronteira norte com o Burquina Faso e o Mali, ambos alvos de grupos extremistas islâmicos que tentam expandir-se para os países costeiros.
A Costa do Marfim tem conseguido, de maneira geral, conter essa ameaça.


