Cuba vai eliminar, nas próximas semanas, 92.000 postos de trabalho públicos nas áreas de Saúde, Educação, Cultura e Desporto, disse, hoje, à Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) o primeiro-ministro, Manuel Marrero.
Segundo a Lusa, a decisão, incluída no pacote de reformas para liberalizar e descentralizar a devastada economia nacional, é um "primeiro passo" na aplicação da Lei da Organização da Administração Central do Estado, que vai implicar a extinção de vários ministérios. O primeiro-ministro explicou aos deputados que os postos de trabalho afectados por esta redução estavam, na sua maioria, actualmente vagos.Acrescentou que, em Setembro, os restantes ministérios anunciarão os cortes correspondentes de postos de trabalho nos seus departamentos, embora não tenha dado números a esse respeito. Em Abril deste ano, o Conselho de Ministros aprovou o Anteprojecto da Lei da Organização da Administração Central do Estado que previa passar de 27 para 20 os organismos da administração central, o que implica a eliminação de vários ministérios. Entre outros, a norma propõe fundir os Ministérios da Economia e Planeamento com o das Finanças e Preços, da Ciência e Tecnologia com o do Ensino Superior e da Agricultura com o das Indústrias Alimentares. Marrero argumentou então que "um país com uma situação tão complexa, não pode ter uma estrutura tão grande, tanta burocracia". Cuba encontra-se mergulhada numa grave crise há seis anos, período durante o qual o produto interno bruto (PIB) da ilha contraiu-se 15%, segundo dados oficiais. A situação agravou-se de forma marcada a partir de Janeiro passado, quando os EUA redobraram as pressões sobre o país. Washington procura com a sua política de máxima pressão uma série de mudanças políticas e económicas em Cuba.




