Cuba prepara-se para possível invasão americana

A República de Cuba está a preparar-se para uma possível invasão americana, por conta da movimentação de militares dos EUA.
A informação foi avançada, em entrevista à imprensa local por José R. Cabañas Rodríguez, do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI), que refere que o seu país está em alerta máxima.
José Rodriguez, que foi o primeiro embaixador de Cuba nos Estados Unidos da América, desde 1959, destacou que a possibilidade de uma invasão é um cenário para o qual a ilha caribenha se prepara historicamente.
A tensão escalou após recentes ameaças do presidente Donald Trump de “tomar Cuba”, aproveitando o momento de fragilidade econômica gerado pelo endurecimento do bloqueio energético.
Segundo o diplomata caribenho os EUA mantêm uma vantagem estratégica com a base naval na ilha de Guantánamo, ocupada desde 1903, o que eliminaria a necessidade de grandes deslocamentos de tropas para um ataque inicial.
O diplomata também alertou para a “guerra de informação”, afirmando que a imprensa corporativa norte-americana tenta “intoxicar” e amedrontar a população cubana com rumores de uma invasão iminente.
A crise humanitária na ilha atingiu níveis críticos desde Janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio, sancionando países que vendem petróleo para Havana. A medida provocou apagões de mais de 12 horas diárias na capital e paralisou serviços essenciais.
Na ONU, o presidente Miguel Díaz-Canel denunciou o bloqueio como uma “punição colectiva”, revelando que mais de 96 mil cubanos aguardam cirurgias e milhares dependem de hemodiálise, serviços gravemente afectados pela instabilidade eléctrica. Um petroleiro russo aliviou parcialmente a escassez em Março, mas a carga supre apenas uma fracção da demanda mensal.
Apesar do cerco económico e da pressão militar, o governo cubano mostra uma postura de resistência. Díaz-Canel afirmou em entrevista à NBC News que o país lutará até a morte para defender sua soberania caso uma invasão se concretize.


