O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma reunião com diplomatas e embaixadores de 86 países em Brasília, com o objectivo de explicar a utilização de urnas electrónicas e o processo eleitoral brasileiro.
O encontro contou com a presença de 57 embaixadores, além do coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Encarregado de Negócios da União Europeia. A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil também mandou um representante, uma vez que o país ainda não possui embaixador no país.
A autoridade máxima da Justiça Eleitoral do Brasil anunciou que o encontro estava voltado para o “debate sobre a lisura do processo eleitoral” e procurava “fortalecer medidas que contribuam para a transparência das eleições e ampliar o diálogo” do TSE com a comunidade internacional. Na abertura do evento, o presidente do TSE, o juiz Kássio Nunes Marques, afirmou que era uma honra receber no tribunal os chefes das delegações diplomáticas e disse que "o Brasil se tornou, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições".
Nunes Marques afirmou que o Brasil possui um processo eleitoral eficiente com sistemas tecnológicos que garantam transparência, credibilidade e segurança das eleições, o que garante o direito democrático dos eleitores. O presidente do TSE destacou, ainda, o diálogo da Justiça Eleitoral com as plataformas digitais, a fim de prevenir e combater riscos à integridade do processo eleitoral, incluindo a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis, o fornecimento de dados e a interrupção de propaganda irregular.
Segundo Nunes Marques, todas as plataformas cumpriram voluntariamente as determinações estabelecidas pelo tribunal e apresentaram planos de conformidade com medidas para prevenir e enfrentar situações capazes de comprometer a integridade das eleições. O magistrado também destacou a cooperação da Justiça Eleitoral com organismos internacionais dedicados à promoção da democracia e das eleições, citando o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE).
Melhoria no comércio com países europeus
O Brasil passou de um défice comercial de 414,96 milhões de euros com o bloco europeu em 2025 para um 'superavit' de 2 mil milhões de euros até Julho, graças ao acordo União Europeia-Mercosul, disse o presidente da ApexBrasil.
“Estamos muito seguros que isso é resultado do acordo”, afirmou, em entrevista à Lusa, Laudemi rMüller, à margem de um evento, na cidade amazónica de Manaus, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), para reforçar o debate sobre as oportunidades do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.
De Janeiro a Julho deste ano, as exportações brasileiras para o bloco cresceram 11%, para 31.590 milhões de dólares, enquanto as importações aumentaram ligeiramente para 0,7%, totalizando 29.280 milhões de dólares. Em todo o ano de 2025, as exportações de produtos brasileiros para a União Europeia somaram 49.810 milhões de dólares e as importações totalizaram 50.290 milhões de dólares.
Müller destacou que a redução das tarifas está a produzir efeitos não apenas nas vendas de produtos que passaram a ter acesso ao mercado europeu sem direitos aduaneiros, mas também nas exportações abrangidas por quotas e naquelas que não sofreram alterações tarifárias. "Os 5 mil produtos, que foram para a tarifa zero, aumentaram 47% , sendo que os produtos que não tiveram uma mudança tarifária também aumentaram 10%", enfatizou, à Lusa o presidente da ApexBrasil. "Então o acordo também traz um novo ambiente de negócios. Melhora o ambiente de negócios", afirmou.
O desempenho comercial ganhou particular força após a entrada em vigor provisória do acordo, em 01 de Maio, com as exportações brasileiras para a UE a totalizarem 14.691 milhões de dólares entre Maio e Julho, mais 17,2% do que os 12.535 milhões registados no mesmo período de 2025. Entre os produtos que registaram maior crescimento após a entrada em vigor provisória do acordo, estão o óleo essencial de laranja, cujas exportações aumentaram 88%, o óleo de milho em bruto, com uma subida de 859%, e as partes de turborreatores, que cresceram 91%.




