Economia brasileira cresce 0,1% em Abril e mostra resiliência frente a desafios globais

O Monitor do PIB, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), revelou que a actividade económica do Brasil registou um crescimento de 0,1% no mês de Abril de 2026, em comparação com o mês anterior. Este avanço, embora moderado, demonstra a resiliência do mercado brasileiro face a um cenário macroeconómico desafiador, caracterizado por taxas de juros elevadas e a instabilidade no preço do barril de petróleo resultante dos conflitos no Médio Oriente.
De acordo com os dados apresentados, o consumo das famílias apresentou uma forte expansão de 2,6% no trimestre móvel encerrado em Abril, atingindo o seu nível mais alto desde Fevereiro de 2025. Este desempenho foi impulsionado principalmente pelo sector de serviços. Outro indicador de destaque foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, com um crescimento de 0,7%, interrompendo uma sequência negativa de quatro trimestres consecutivos de queda, impulsionado pelo segmento de máquinas e equipamentos.
No sector das trocas comerciais, as exportações brasileiras registaram um crescimento expressivo de 9,3% no trimestre móvel acabado em Abril. Este resultado foi amplamente sustentado pela indústria extractiva, que disparou 27,8%. Em contrapartida, as importações também cresceram 5,1%, assinalando o maior avanço desde Abril de 2025, estimuladas pela compra de bens de consumo e serviços no exterior.
A coordenadora da pesquisa do FGV IBRE, Juliana Trece, destacou que o resultado positivo de Abril reflecte a força da indústria e dos serviços, apesar da retracção na agropecuária e no consumo do governo. No acumulado de 12 meses, a economia brasileira apresenta uma alta de 2,0%, acumulando um valor estimado de R$ 4,376 biliões até Abril de 2026. A taxa de investimento fixou-se em 18,0% no período, sinalizando estabilidade.
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