O Egipto “não aceitará nem permitirá” que qualquer parte controle o fluxo de água do Nilo para os países a jusante, disse uma fonte egípcia no domingo, em resposta a declarações recentes do ministro da Água e Energia da Etiópia sobre a construção de novas barragens no rio. A fonte, que não quis ser identificada, fez a declaração à agência de notícias oficial egípcia MENA.
As declarações surgiram após afirmações atribuídas ao ministro da Água e Energia etíope, Habtamu Itefa, sobre a construção de novas barragens no Nilo e o controlo do fluxo de água para o Egipto e o Sudão. De acordo com o responsável egípcio que protestou contra o plano da Etiópia, a construção de novas barragens nas águas do Nilo “representa uma continuação da abordagem unilateral da Etiópia e uma violação flagrante do Direito iInternacional”.
A fonte egípcia acrescentou que as declarações reflectem “as ilusões contínuas de Adis Abeba de que pode impor o controlo sobre um rio internacional partilhado e submetê-lo à vontade de um único país. O Estado egípcio possui múltiplas e abrangentes ferramentas capazes de defender os interesses do povo egípcio no Nilo”, disse a fonte, sem adiantar mais pormenores.
A Etiópia inaugurou oficialmente a Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) a 9 de Setembro de 2025. A GERD é a maior barragem de África, concebida para gerar mais de 5.150 megawatts de electricidade.
A Etiópia tem declarado repetidamente que possui o direito soberano de utilizar a sua parte das águas do Nilo sem influência externa, embora, através do seu Representante Permanente Adjunto junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Embaixador Yoseph Kassaye, Adis Abeba reafirme o seu compromisso de “cumprir o Direito Internacional e o Princípio da Utilização Equitativa e Razoável do Rio Nilo”.




