Praga - Cerca de 200 barris com substâncias altamente tóxicas, como o arsénio, remanescentes do antigo Exército checoslovaco, contaminaram uma área do Parque Nacional de Šumava, no Sul do país.
Praga - Cerca de 200 barris com substâncias altamente tóxicas, como o arsénio, remanescentes do antigo Exército checoslovaco, contaminaram uma área do Parque Nacional de Šumava, no Sul do país.
Estima-se que mil toneladas de solo necessitem de passar por descontaminação, num processo previsto para durar até 2028, divulgou na quarta-feira o Ministério do Ambiente da República Checa.
Situada a poucos quilómetros da fronteira com a Áustria, a área foi reservada para uso militar durante o regime comunista, embora tenha perdido o seu estatuto militar estratégico quando o país regressou à democracia, em 1989.
A corrosão dos barris, que contêm dioxinas, furanos, mercúrio e solventes clorados, além de arsénio, provocou fugas de substâncias tóxicas e contaminou uma área equivalente a dois campos de futebol, segundo o Gabinete Estatal de Segurança Nuclear (SÚJB).
"Os resultados dos trabalhos indicam que não existem no local substâncias historicamente utilizadas como armas químicas", como o gás mostarda ou o sarin, detalhou o SÚJB na quarta-feira.
O gabinete iniciou a investigação porque o local serviu anteriormente como campo de treino para as tropas do exército checoslovaco especializadas em guerra química.
Embora a presença de substâncias utilizadas em tais armas não tenha sido confirmada, o SÚJB classificou o local como uma área de risco ambiental significativo.
O ministro do Ambiente, Igor Červený, apontou ainda o risco de um incêndio poder gerar gases venenosos, como o fosgénio.
O SÚJB pretende determinar com precisão a extensão e a natureza da contaminação nos depósitos investigados, identificar quaisquer riscos para a saúde e segurança anteriormente não detectados e estabelecer as medidas necessárias.
Embora houvesse suspeita de uma fonte de contaminação na zona desde 2023, as medidas concretas só foram finalizadas agora e envolve uma operação de remoção dos barris e um projecto de remediação com um custo aproximado de 8 milhões de euros, previsto para durar até Junho de 2028.
Entretanto, o Parque Nacional de Šumava continuará aberto aos turistas, segundo Jan Dvořák, porta-voz da administração do parque.
"Os visitantes não têm de se preocupar com restrições. Nada vai mudar para os peões e ciclistas", afirmou Dvořák. AM




