Washington - Os Estados Unidos, que esperam atrair os países europeus para a sua guerra económica contra o Irão, foram alvo de críticas dos parceiros, na segunda-feira, por terem convidado o ministro das Finanças russo para a reunião do G20.
Washington - Os Estados Unidos, que esperam atrair os países europeus para a sua guerra económica contra o Irão, foram alvo de críticas dos parceiros, na segunda-feira, por terem convidado o ministro das Finanças russo para a reunião do G20.
O Governo norte-americano tenta convencer os parceiros do G20 a aumentar a pressão económica sobre o Irão, durante as conversações em Asheville, na Carolina do Norte, que vão se prolongar até quarta-feira.
Como presidente do G20 este ano, os Estados Unidos sediam os encontros do grupo. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, espera que o evento promova as políticas norte-americanas, principalmente a desregulamentação, e convencer outros países a isolar ainda mais Teerão.
“Vamos continuar a pressionar e já tivemos conversas muito boas aqui”, disse Bessent antes do início da reunião.
O responsável indicou que um ponto de virada na campanha de pressão americana pode chegar “em questão de semanas ou meses” e ressaltou não ser necessário que a economia iraniana entre em colapso na guerra do Médio Oriente para que isso aconteça.
A primeira troca de ataques entre Estados Unidos e Irão em um mês acontece em meio ao encontro dos ministros das Finanças.
Presente na reunião, a União Europeia parecia disposta a reforçar as suas sanções. Mas, hoje, surgiram atritos devido a outra guerra, a iniciada pela Rússia contra a Ucrânia em 2022.
Normalmente considerado persona non grata, o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, estava entre os delegados do G20 e conversou com Scott Bessent. A sua presença incomodou o bloco dos 27, o qual pediu que fosse excluído, na quarta-feira, da foto oficial do encontro. “Receber o ministro das Finanças russo aqui envia um sinal que considero preocupante”, disse homólogo alemão, Lars Klingbeil.
Consultado sobre o convite, Trump respondeu: “Gostamos de nos dar bem com todos. Um dos motivos pelos quais sou tão bem-sucedido é porque me dou bem com todos”.
“O Presidente e o Governo jamais hesitarão em conversar com quem precisamos”, disse à AFP o porta-voz da Casa Branca Kush Desai, o qual ressaltou que o Governo americano trabalha com a Rússia para promover um acordo que “interromperia o banho de sangue sem fim que o Presidente condenou”.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse que os planos norte-americanos seriam ouvidos. “Todos temos que trabalhar nisso. Os Estados Unidos têm uma visão de como reforçar as sanções. Vamos discutir com eles se podemos ajudar nesse aspecto”, afirmou. CV




