EUA impõem sanções à Ruanda devido combates na RDC

Os Estados Unidos impuseram esta segunda-feira, 02, várias sanções às forças de defesa de Ruanda e a altos oficiais militares devido ao seu papel nos combates em andamento no leste da República Democrática do Congo.
A nação mais poderosa do mundo tem também pedido a retirada dos insurgentes do M23, apoiados pelo Ruanda de forma imediata da região rica em minerais.
Entretanto, Washington afirma que as acções militares de Ruanda estão sabotando um acordo de paz entre os dois países assinado em Dezembro do ano passado, mediado pelos EUA.
Na época, o presidente Donald Trump descreveu o acordo como um “grande milagre” após anos de violência no leste do Congo, mas alertou que qualquer parte que o violasse enfrentaria severas penalidades.
No entanto, a tinta mal havia secado no acordo quando os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, capturaram a cidade-chave da região, Uvira, embora depois se tenham retirado sob pressão dos EUA.
Ruanda há muito rejeita as alegações de que apoia os rebeldes, mas o Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que os avanços territoriais alcançados pela M23 teriam sido impossíveis sem o apoio deles.
O governo de Kigali afirmou que as sanções visam injustamente apenas uma das partes do conflito e deturpam os fatos, tendo afirmado estar “totalmente comprometido com o desengajamento de suas forças em conjunto com a implementação de suas obrigações pela RDC” sob mediação liderada pelos EUA.
Porém o governo de Paul Kagame, acusou Kinshasa de não cumprir promessas como o fim do apoio às milícias baseadas no leste da RDC.
As sanções representam um grande revés para Ruanda, que por décadas manteve relações próximas com os Estados Unidos, Reino Unido e outros países europeus.
Trump havia saudado o acordo de paz de Dezembro como uma forma de garantir minerais críticos para os EUA da rica RDC.
As sanções bloquearão quaisquer activos que a RDF ou os quatro oficiais possuam nos Estados Unidos e criminalizarão qualquer transacção financeira com eles.



