EUA sancionam refinaria e minas do Ruanda por tráfico de minerais do leste da RDC

Os Estados Unidos impuseram sanções, na quinta-feira, 25, à Gasabo Gold Refinery Ltd, de Kigali, e a uma rede de empresas mineiras ruandesas. Washington acusa-as de facilitar o tráfico ilícito de minerais do leste da República Democrática do Congo, RDC, para a rebelião AFC/M23.
Ficaram sujeitos a congelamento de bens nos EUA e proibição de transacções com cidadãos americanos.
Segundo o Departamento de Estado, as empresas pertencem a interesses ligados ao Presidente ruandês, Paul Kagame.
As medidas aplicam os Acordos de Washington assinados a 4 de Dezembro de 2025 entre a RDC e o Ruanda. O objectivo é travar o financiamento da rebelião M23 através da exportação ilegal de minerais do Kivu.
Washington já tinha sancionado, no início de Junho, dois comandantes armados da região: Gustave Kubwayo, das FDLR, e John Imani Nzenze, da AFC/M23, por violações de direitos humanos contra civis no leste congolês.
Em Abril, os EUA também sancionaram o ex-presidente congolês Joseph Kabila, acusado de apoiar a AFC/M23. Em Março, aplicaram restrição de vistos a altos oficiais ruandeses, incluindo o chefe do Estado-Maior do Exército, Vincent Nyakarundi, e o chefe do Estado-Maior da Defesa. Quatro dias antes, as Forças de Defesa do Ruanda, RDF, e quatro oficiais superiores foram igualmente sancionados por “apoio operacional directo” ao M23.



