Florida - O antigo director da CIA John Brennan foi intimado a depor perante um grande júri no Estado da Florida, no contexto de uma investigação do Departamento de Justiça a uma alegada conspiração contra Donald Trump.
Florida - O antigo director da CIA John Brennan foi intimado a depor perante um grande júri no Estado da Florida, no contexto de uma investigação do Departamento de Justiça a uma alegada conspiração contra Donald Trump.
Um dos seus advogados, Ken Wainstein, divulgou esta informação, acrescentando que Brennan é objecto de uma investigação separada por declarações consideradas falsas ao Congresso.
Wainstein tornou públicas estas informações quando apresentou a sua intenção de obter uma ordem judicial ao Departamento de Justiça para que este preserve todos os registos para a investigação.
Argumentou que estes documentos seriam uma "fonte fértil" de informação sobre a determinação do Governo Trump em acusar Brennan, um seu destacado crítico, bem como necessários para a defesa contestar qualquer eventual processo ao ex-chefe da CIA.
"A realidade é que não há precedente para esta situação", afirmou Wainstein, realçando a natureza extraordinariamente inusitada do seu pedido de preservação de documentos.
"Passei décadas dentro e à volta do Departamento de Justiça. Nunca sequer concebi uma situação destas, na qual o Departamento está a tentar acusar alguém por um crime que é uma ficção completa", referiu, citado pelo portal Notícias ao Minuto.
Ao apresentar o seu caso no tribunal, o advogado apontou o que considerou ser o método "escolha de juízes" pelo Departamento de Justiça, as ordens de Trump para perseguir adversários como Brennan e a substituição de procuradores que levantem reservas, dúvidas ou preocupações com as ordens.
"Há aqui muitas coisas dissimuladas", denunciou.
A intimação foi apresentada na quinta-feira e requer a presença de Brennan em 15 de Outubro, em Fort Pierce. MCN



