Exposição “Afro Renaissance” dá voz a diferentes visões do mundo contemporâneo

Artistas lusófonos apresentam suas obras na exposição “Afro Renaissance” que reuniu esta Quinta-feira, 25, em Luanda, 45 obras de 19 artistas emergentes e consagrados de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Líbano, dando voz a diferentes visões do mundo contemporâneo.
A exposição teve como tema ‘From Where I Stand’, que propôs uma reflexão sobre as múltiplas formas de observar, interpretar e representar o mundo contemporâneo, afirmando-se como uma das edições mais diversas e representativas da plataforma até à data.
Os artistas angolanos que participaram foi Adilson Vieira, Alcides Malaika, Álvaro Macieira, Adriano Chandama, Agostinho Ngola, Badiatu, Catarina Neto, Edilson Peregrino, Emília Morais, Joana Solla, Jorge William, Josué Dombele, Joyce Jazz, Osvaldo Ferreira e Tata Bernardo. A exposição contou também com a participação de Amadeo Carvalho (Cabo Verde) e Chris Tó Inácio (Moçambique), assim como de Pedro Pires (Portugal) e Shereen (Líbano), artistas com uma forte ligação ao continente africano, reflectida no seu percurso e prática artística.
A Afrikanizm reforçou o compromisso da plataforma com a promoção da arte contemporânea africana e com a criação de espaços de visibilidade para artistas emergentes e consagrados e pela primeira vez, a exposição levou a sua proposta expositiva para um espaço ao ar livre, numa experiência que combinou arte visual contemporânea, encontro e reflexão cultural.
Em entrevista à imprensa o CEO da Afrikanizm Art, João Boavida afirmou que o evento para além de apresentar obras de arte, a ‘Afro Renaissance’ procura criar pontes entre artistas, públicos e diferentes realidades culturais.
“Esta edição foi particularmente especial por reunir criadores de diferentes geografias e gerações em torno de uma ideia comum, a importância de olhar o mundo a partir daquilo que somos, da nossa história e das nossas experiências”, referiu Boavida.
Segundo o responsável da Afrikanizm Art, acreditam que a arte contemporânea africana tem hoje um papel fundamental na construção de novas narrativas e na valorização de perspectivas que durante muito tempo permaneceram sub-representadas nos circuitos internacionais.
No entanto, salientou que o tema desta edição, ‘From Where I Stand’, serviu de fio condutor para toda a experiência expositiva, contudo, cada artista partiu de um lugar próprio urbano, social, afectivo, económico ou simbólico para construir uma leitura singular do seu contexto, dando origem a um conjunto de obras que dialogam entre si sem procurar impor uma narrativa única ou uma identidade colectiva.
Para Ilya Machado, CEO da Face Studio, a realização desta edição permitiu criar uma experiência diferenciadora, onde a arte dialogou directamente com o espaço envolvente.
“Acreditamos que iniciativas como esta contribuem para aproximar as pessoas da criação artística contemporânea e para afirmar Luanda como um território cada vez mais relevante para a produção e promoção cultural africana”, frisou Ilya.
Por outro lado, realçou que ao reunir artistas de diferentes origens e percursos, a exposição reforçou também a sua dimensão internacional, afirmando-se como um espaço de circulação, visibilidade e valorização da arte africana contemporânea e das múltiplas narrativas que a compõem.





