
Toronto - Um ex-piloto da Air Canada foi acusado de fraude e falsificação de documentos por ter pilotado mais de 900 voos, enquanto comandante, com uma licença falsificada. O caso foi descoberto após uma inspeção de rotina às suas credenciais.
Um ex-piloto da Air Canada, a principal companhia aérea do Canadá, foi acusado de vários crimes, incluindo fraude e falsificação de documentos, após ter usado uma licença falsa durante vários anos.
Segundo a estação televisiva canadiana CP24, o homem, identificado como Geoffrey Wall, 59 anos, começou a trabalhar na Air Canada como copiloto, em 1998, e foi promovido a comandante em 2009.
Desde então e até inícios de 2026, altura em que se reformou quando começou a ser investigado, realizou centenas de voos e transportou milhares de passageiros em aviões que, afinal, não tinha permissão legal para comandar.
Em conferência de imprensa, esta terça-feira, o vice-chefe da polícia de Peel, Nick Milonovich, disse que os detalhes da investigação "parecem o guião de um filme".
Já o detetive Chad Michell explicou que, "como comandante, o acusado era considerado o piloto comandante e era o responsável final pela operação e segurança da aeronave durante o voo".
No total, fez mais de 900 voos domésticos e internacionais com uma licença falsa e acumulou milhões de dólares em salários ao longo da sua carreira de quase três décadas.


