O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, defendeu, esta quinta-feira, 22, em Luanda, que a segurança hídrica deve integrar as estratégias de segurança colectiva dos países africanos, por considerar que o acesso à água potável é fundamental para prevenir conflitos, reforçar a estabilidade social e consolidar a paz no continente.
Ao discursar à margem da quarta edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência, o estadista sublinhou que a paz não depende apenas da ausência de conflitos armados, mas também das condições de vida das populações, nomeadamente do acesso à água potável, da capacidade de cultivar as terras e de viver com dignidade.
Félix Tshisekedi alertou que, apesar de África possuir vastas florestas, lagos e importantes reservas hídricas, muitas comunidades continuam a enfrentar dificuldades no acesso a este recurso essencial, uma situação que pode comprometer o desenvolvimento e agravar as vulnerabilidades sociais.
O Presidente congolês considerou que a escassez de água, a poluição e as desigualdades na sua distribuição podem alimentar tensões sociais e fragilizar comunidades já afectadas por outros problemas, defendendo a adopção de medidas capazes de garantir uma gestão mais sustentável e equitativa dos recursos hídricos.
Neste sentido, defendeu o reforço das instituições, a construção de infra-estruturas adequadas e a mobilização de investimentos duradouros, bem como a adopção de decisões que promovam a confiança e a cooperação entre os países africanos.
A posição defendida por Félix Tshisekedi coloca a gestão da água no centro das discussões sobre paz e segurança em África, numa perspectiva que relaciona o acesso aos recursos essenciais com a prevenção de conflitos e a melhoria das condições de vida das populações.
A quarta edição da Bienal de Luanda reúne representantes de países africanos e parceiros internacionais para debater caminhos para a promoção de uma cultura de paz, diálogo e não violência no continente.




