O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um acordo com o Senegal para um novo programa de empréstimos de 2,2 mil milhões de dólares, depois de um acordo anterior ter sido suspenso devido à descoberta de dívidas não divulgadas anteriormente.
O anúncio surge quase dois anos depois de o actual Governo do Senegal, que chegou ao poder com uma vitória eleitoral da oposição, ter acusado a anterior administração do antigo Presidente Macky Sall (2012-2024) de ter ocultado a verdadeira extensão da preocupante situação orçamental do país da África Ocidental.
Como resultado, o FMI suspendeu um programa de ajuda de 1,8 mil milhões de dólares que tinha sido acordado em 2023, aguardando mais informações e compromissos do Governo por parte do novo Presidente Bassirou Diomaye Faye. O novo acordo de 36 meses visa apoiar o "programa de reforma económica e financeira do Senegal para o período de 2026 a 2029". Mas, considerando a subnotificação anterior, serão também necessárias “medidas correctivas decisivas para apoiar o pedido das autoridades de isenção relativamente à divulgação incorreta de dados”, disse o FMI em comunicado. O acordo técnico terá ainda de ser aprovado pelo conselho executivo do FMI.
O ministro das Finanças, Cheikh Diba, disse aos jornalistas estar “satisfeito” por anunciar que o Senegal e o FMI tinham “chegado a um acordo técnico que abre caminho a perspectivas de financiamento”. Após várias visitas do FMI ao Senegal para examinar a situação financeira do país, o FMI e o Governo iniciaram negociações em meados de Outubro para um novo programa de ajuda.




