Forças marfinenses em alerta após ofensiva armada no Mali

As Forças Armadas da Costa do Marfim reforçaram o estado de vigilância nas regiões do norte do país, na sequência de uma ofensiva armada registada recentemente no Mali, que voltou a evidenciar a instabilidade persistente no Sahel.
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Lassina Doumbia, acompanha de perto a evolução da situação, com especial atenção à zona especial de operações militares situada junto à fronteira norte, considerada estratégica no combate à ameaça terrorista.
Nos dias 25 e 26 de abril, grupos armados, incluindo elementos ligados ao JNIM, lançaram uma ofensiva no Mali, provocando vítimas e aumentando a preocupação dos países vizinhos quanto ao risco de expansão da violência.
Perante este cenário, milhares de militares marfinenses encontram-se mobilizados no norte, onde decorrem operações de vigilância e patrulhamento intensivo, com o objetivo de prevenir infiltrações e garantir a segurança das populações.
Fontes do sector da defesa indicam que a estratégia passa pelo reforço do controlo territorial e pelo uso de meios de reconhecimento, incluindo vigilância aérea, para monitorizar eventuais movimentações suspeitas ao longo da fronteira.
A instabilidade no Mali continua a ter impacto direto na segurança da sub-região, levando países como a Costa do Marfim a manter níveis elevados de prontidão militar.
Analistas consideram que a rápida reação das forças marfinenses visa evitar a propagação da violência para o seu território, numa altura em que os grupos armados procuram expandir a sua área de atuação no Sahel.


