Doha - A França e o Qatar acordaram quarta-feira reforçar a cooperação militar, incluindo a modernização das forças terrestres do país do Médio Oriente, e reafirmaram o compromisso de intensificar a coordenação em matéria de segurança.
Doha - A França e o Qatar acordaram quarta-feira reforçar a cooperação militar, incluindo a modernização das forças terrestres do país do Médio Oriente, e reafirmaram o compromisso de intensificar a coordenação em matéria de segurança.
O acordo foi anunciado durante a visita de Estado do Presidente francês, Emmanuel Macron, a Doha, onde se reuniu com o emir do Qatar, o xeique Tamim bin Hamad Al Thani, segundo comunicado conjunto divulgado por ambos os países,.
Os dois governos assinaram uma carta de intenções para seleccionar a KNDS France e a John Cockerill Defense para modernizar as Forças Terrestres do Emir do Qatar, um novo capítulo na parceria militar entre ambos.
As partes preveem concluir, em breve, as negociações pendentes.
Segundo o portal Notícias ao Minuto, os dois países concordaram ainda em reforçar as capacidades militares e a interoperabilidade, incluindo a cooperação com os caças Rafale, de que ambos os estados dispõem.
O Qatar expressou o seu agradecimento pelo envio de capacidades de defesa antiaérea e o seu interesse em alargar a cooperação nesta área.
Ambos os governos destacaram ainda a assinatura de uma carta de intenções sobre garantias de segurança em matéria de defesa e estabilidade no Médio Oriente, bem como a necessidade de intensificar o treino militar conjunto e a cooperação para proteger a navegação marítima.
A nível regional, Macron e o emir do Qatar condenaram os ataques militares iranianos contra países da região — classificando-os como uma grave violação do direito internacional — e reiteraram o apoio a uma solução diplomática que garanta, entre outros objectivos, o caráter exclusivamente pacífico do programa nuclear iraniano.
Ambos os líderes defenderam ainda o restabelecimento da liberdade de navegação no estreito de Ormuz, sem restrições ou taxas, e concordaram em intensificar as consultas e a coordenação diplomática para reduzir as tensões.
O Qatar reafirmou o seu compromisso em contribuir para a segurança energética mundial e para a estabilidade do abastecimento.
A França manifestou, de igual modo, a sua "solidariedade absoluta" com o Qatar face à evolução da situação regional.
O comunicado conjunto destaca a importância de coordenar os esforços internacionais para promover a segurança e a estabilidade.
Em relação a Gaza, ambos os países reiteraram o seu apoio à solução de dois Estados e manifestaram o seu apoio à Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como ao plano apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim ao conflito.
Apelaram ainda à implementação de um cessar-fogo, à retirada das forças israelitas em conformidade com os acordos alcançados e a que a ajuda humanitária chegue à população sem condições ou obstáculos.
A França e o Qatar reiteraram ainda a sua oposição a qualquer anexação da Cisjordânia e apelaram ao fim dos colonatos israelitas e da violência por parte dos colonos.
Manifestaram também apoio à realização de eleições palestinianas.
No que diz respeito ao Líbano, ambos os países alertaram que o próximo termo do mandato da Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) não deverá resultar num vazio de segurança.
Reiteraram o seu apoio à implementação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, ao desarmamento do Hezbollah e à retirada total das forças israelitas do território libanês.
A declaração contempla ainda o compromisso de ampliar a cooperação económica e energética, com especial atenção para investimentos em sectores como a inteligência artificial, as tecnologias quânticas, a cibersegurança, a defesa e as infra-estruturas. MCN




