França confirma primeiro caso de vírus ébola proveniente da República Democrática do Congo

As autoridades sanitárias francesas anunciaram a identificação do primeiro caso de ébola em território nacional. Trata-se de um médico que se encontrava em missão humanitária na República Democrática do Congo (RDC), país vizinho de Angola que enfrenta um surto complexo da doença, o qual já resultou em mais de mil casos de infecção e 267 mortos confirmados.
Isolamento imediato e protocolos de segurança sanitária
O Ministério da Saúde da França confirmou que o paciente foi submetido a exames logo após a sua chegada, tendo sido transferido imediatamente para um centro hospitalar especializado em doenças infecciosas de elevada transmissibilidade. O doente encontra-se em isolamento total, sob vigilância médica contínua, enquanto as autoridades competentes procedem ao rastreamento e avaliação de eventuais contactos que o médico possa ter mantido com outras pessoas após o seu regresso.
Avaliação do risco de propagação na Europa
Apesar do alerta gerado por esta confirmação, que constitui o primeiro caso identificado fora do continente africano desde o início desta epidemia, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) mantém a avaliação de risco como baixa para a população em geral na Europa. A mesma posição é partilhada pelo Ministério da Saúde francês, que tranquilizou os cidadãos quanto à eficácia dos protocolos de contenção activados.
A República Democrática do Congo enfrenta o seu 17.º surto de ébola, com ramificações já detectadas na vizinha Uganda. Importa salientar que não existe ainda qualquer vacina ou tratamento específico para o surto actual, que é transmitido pelo vírus Bundibugyo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu publicamente que a transmissão da doença continua a aumentar, mesmo com o reforço substancial das medidas sanitárias na região afectada.
O caso coloca em alerta as autoridades sanitárias globais, que acompanham com preocupação a evolução epidemiológica na região central de África. O Correio da Kianda continuará a acompanhar o desenvolvimento desta situação epidemiológica internacional e as medidas de controlo adoptadas pelas organizações de saúde competentes.


