França regista mais mil mortes devido onze dias de calor extremo

As autoridades francesas divulgaram este domingo, 28, o primeiro balanço das vítimas associadas ao calor extremo no país e registaram mil mortes a mais do que o habitual desde quarta-feira, coincidindo com a metade da onda de calor.
“Desde 24 de Junho, foram observadas cerca de 1.000 mortes adicionais – números não consolidados – em comparação com os falecimentos registados nos meses anteriores” anunciou a agência nacional de saúde pública francesa.
Segundo o organismo do Ministério da Saúde francesa, o mais afectado são os maiores de 65 anos, que representam 85% dos casos, ao mesmo tempo que apontou um aumento de 40% apenas nas mortes em casa.
“No entanto, 85% dos óbitos observados dizem respeito a pessoas com 65 anos ou mais; principalmente, um aumento particularmente acentuado dos óbitos em casa é observado – da ordem de 40% -, especialmente na Île-de-France”
França retoma este domingo (27) a temperaturas mais respiráveis após 11 dias de uma onda de calor histórica, considerada mais intensa do que o episódio emblemático de 2003, mas o efeito retardado do calor nos organismos mantém os hospitais sob forte tensão e gera receios de uma alta taxa de mortalidade.
Nenhum balanço numérico tinha sido dado até o momento, mas a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, já tinha alertado no sábado que um número de mortes “superior ao normal” estava a ser observado.
A agência nacional de saúde pública francesa começou as observações a partir de quarta-feira, data em que a onda de calor se intensificou com temperaturas superiores a 40°C em todo o território.
“Mais de 1.200 mortes – de todas as causas – foram registadas no dia 24 de Junho e mais de 1.400 mortes diárias nos dias 25 e 26 de Junho”, explica a agência.
“Para comparação, contavam-se cerca de 900 a 1.000 mortes por dia em Abril/Maio”, acrescenta.
No total, desde quarta-feira, isso já aponta para cerca de mil mortes a mais do que a média, mesmo que não sejam oficialmente atribuíveis ao calor.





