Fuga em massa de prisão na Líbia leva autoridades a abrir investigação

A Polícia Judiciária anunciou a criação de uma comissão de inquérito, em coordenação com as autoridades de segurança e militares, para determinar quantos reclusos conseguiram escapar, esclarecer como ocorreu a evasão e identificar eventuais responsabilidades.
Após a fuga, os serviços prisionais apelaram aos detidos para que se apresentem voluntariamente em qualquer centro de reforma e reabilitação sob jurisdição do sistema prisional. Até ao momento, não há indicação de que algum dos fugitivos tenha respondido ao apelo.
O incidente ocorreu em simultâneo com confrontos entre milícias leais ao Governo de Unidade Nacional (GUN) nas cidades de Surman e Zawiya, a oeste de Tripoli. Embora ainda não exista um balanço oficial, meios de comunicação locais apontam para pelo menos cinco mortos, dezenas de feridos e danos consideráveis em infra-estruturas.
O presidente do município de Surman, Mohamed Abu Snina, descreveu a situação humanitária como “muito grave”, referindo que a violência afectou bairros residenciais e provocou elevados prejuízos materiais, antes de uma força neutra conseguir restabelecer uma relativa calma.
A fuga em massa volta a evidenciar a instabilidade que continua a marcar a Líbia, onde a rivalidade entre grupos armados compromete a actuação das instituições estatais e dificulta a manutenção da ordem pública.
O episódio sucede a novos confrontos registados em Maio deste ano na mesma região, que provocaram pelo menos quatro mortos e mais de 30 feridos. Em Maio de 2025, a violência também fez uma dezena de mortos, confirmando que o oeste da Líbia permanece um dos principais focos de insegurança no país.


