Governo de Trump acusado de racismo nas detenções em Los Angeles

O governo de Donald Trump foi, hoje, acusado por diversas associações norte-americanas, de ilegalidades e discriminação racial, na vaga de detenções policiais de imigrantes ilegais na região de Los Angeles nas últimas semanas.
O processo de 63 páginas, interposto no Tribunal Distrital para a Califórnia Central, alega que o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), "sequestrou e fez desaparecer" membros da comunidade através de práticas ilegais de detenção e prisão com base na cor da pele, de acordo com os advogados de acusação, reporta a Lusa.
A acusação refere, também, que o DHS confinou os detidos num edifício federal em Los Angeles em condições ilegais que colocam em risco a saúde e negou-lhes o acesso a advogados.
Os autores da queixa judicial, cinco trabalhadores detidos e quatro organizações, a Rede de Centros de Trabalhadores de Los Angeles, a União de Trabalhadores Agrícolas (UFW), a Coligação para Direitos de Imigração Humanos (CHIRLA) e o Centro Legal de Defesa dos Imigrantes, argumentam que a administração Trump prendeu e deteve pessoas "inconstitucionalmente" para cumprir uma quota de prisão "arbitrária", acrescenta a mesma fonte.
A acção judicial solicita ao tribunal que emita injunções permanentes para impedir futuras violações dos direitos garantidos constitucionalmente.
Os advogados dos grupos que representam os autores explicaram em conferência de imprensa que prosseguem uma acção colectiva que beneficiaria os indivíduos afectados em sete condados que compõem a área metropolitana de Los Angeles.
O advogado Mohammad Tajsar considerou a batalha judicial "histórica", sublinhando que as rusgas policiais em Los Angeles foram "ilegais, imorais e inconstitucionais", concluiu, citado pela agência noticiosa portuguesa.


