Governo sul-africano mobiliza polícia após protestos anti-imigração gerarem receios de violência

As autoridades sul-africanas destacaram forças policiais em várias cidades do país esta terça-feira, 30, enquanto manifestações anti-imigração aumentam os receios de violência e ataques xenófobos.
Esta medida foi acionada após vários grupos anti-imigração estabeleceram o dia 30 de Junho como prazo para que imigrantes em situação irregular deixem o país, alegando, de forma falsa ser uma medida do Governo, que pode resultar em prisão ou deportação para quem permanecer no país após este prazo.
Referir que o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, condenou qualquer acto de intimidação e advertiu que protestos não podem servir de pretexto para vandalismo ou violência.
Os protestos iniciados em Abril, intensificaram-se nas últimas semanas e coincidem com uma onda de ataques xenófobos. Pelo menos quatro estrangeiros dois moçambicanos, um etíope e um malawiano morreram em episódios de violência anti-imigrantes.
Entretanto, milhares de cidadãos estrangeiros procuraram refúgio junto de consulados e abrigos, enquanto outros relatam despejos e despedimentos motivados pelo receio de ataques. Vários países africanos enviaram aviões e autocarros para repatriar os seus nacionais.
A África do Sul tem um histórico de violência xenófoba. Em 2008, distúrbios provocaram 62 mortos, enquanto novos ataques foram registrados em 2015, 2016 e 2019, quando multidões armadas atacaram empresas pertencentes a estrangeiros na região de Joanesburgo.


