O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a emboscada contra a missão da ONU no Sudão do Sul (MINUSS), na qual dois soldados da Etiópia foram mortos e sete pessoas ficaram feridas.
A MINUSS anunciou que dois soldados foram mortos na segunda-feira, numa emboscada contra uma patrulha em Jonglei, no centro do país, sem especificar a nacionalidade nem identificar os responsáveis, reportou a Lusa.
"Condeno veementemente a emboscada perpetrada contra uma patrulha no estado de Jonglei, no Sudão do Sul, por indivíduos armados não identificados", disse Guterres numa mensagem publicada nas redes sociais.
Guterres recordou também que ataques contra membros das forças de manutenção da paz constituem "graves violações do Direito Internacional Humanitário" e podem constituir crimes de guerra.
Há vários meses que os combates recomeçaram no Sudão do Sul entre as forças governamentais leais ao Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e as milícias da oposição leais ao seu rival Riek Machar, vice-presidente destituído e colocado em prisão domiciliária.
Segundo os mais recentes dados da ONU, mais de 160 membros da MINUSS perderam a vida desde que a missão foi criada, a 8 de Julho de 2011, na véspera da independência do Sudão do Sul, quando este se separou do Sudão após décadas de conflitos entre os rebeldes do Sul e o Governo de Cartum, no Norte.
O país mais jovem do mundo mergulhou rapidamente, em 2013, numa guerra civil, num contexto de luta pelo poder entre os partidários de Kiir e Machar, antigos inimigos na luta pela independência.




