Guterres pede fim da exploração de recursos naturais sem retorno

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, defendeu, quarta-feira, o fim da “exploração” e das “pilhagens” de recursos naturais que não gerem valor acrescentado para os países produtores e comunidades afectadas.
Num debate de alto nível do Conselho de Segurança da ONU sobre a ligação entre recursos naturais e conflitos, Guterres observou que, em todo o mundo, o controlo e a exploração desses recursos estão a alterar drasticamente as causas, a dinâmica e os resultados das guerras, frisando que minerais críticos, como lítio, cobalto, níquel e elementos de terras raras, ganham cada vez mais importância estratégica. A crescente procura dos mercados globais está a criar oportunidades vitais para impulsionar o desenvolvimento nos países produtores. Mas, segundo Guterres, isso também está a impulsionar uma intensa competição geopolítica, aumentando a pressão sobre as cadeias de abastecimento concentradas e alimentando conflitos, o que acaba por gerar graves consequências humanitárias. “Com demasiada frequência, as receitas da exploração ilícita dos recursos naturais estão a tornar a paz inatingível”, explicou o líder da ONU, frisando que essa exploração fortalece actores armados e os criminosos, liga a violência local às redes regionais e internacionais e enfraquece os incentivos ao compromisso político.


