O Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, tomou posse, esta terça-feira, para um segundo mandato, após vencer as eleições realizadas a 13 de Agosto, com 60% dos votos, contra 38% obtidos pelo principal opositor, Brian Mundubile.
A cerimónia, realizada no Estádio de Lusaka, reuniu milhares de apoiantes do partido UPND, vestidos predominantemente de vermelho, e contou com a presença de vários líderes africanos. Apesar da vitória, o processo eleitoral foi marcado por alegações de intimidação, parcialidade a favor do Governo e restrições à oposição, suscitando críticas de observadores internacionais. Mundubile e o seu companheiro de chapa, Makebi Zulu, permanecem detidos sob acusações de traição, que rejeitam.
Durante o primeiro mandato, iniciado em 2021, Hichilema aboliu a pena de morte, tornou gratuito o ensino fundamental e médio e promoveu reformas favoráveis ao mercado, contribuindo para a recuperação da economia. No entanto, segundo o Banco Mundial, mais de 70% da população continua a viver com menos de três dólares por dia. O cobre, responsável por cerca de 70% das receitas de exportação, mantém-se como a principal base da economia zambiana, tendo a China entre os principais investidores e credores bilaterais.




