Washington - Pelo menos 266 milhões de pessoas sofreram de insegurança alimentar aguda no ano passado, enquanto o mundo registou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, alertou a ONU.
Washington - Pelo menos 266 milhões de pessoas sofreram de insegurança alimentar aguda no ano passado, enquanto o mundo registou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, alertou a ONU.
Em um debate do Conselho de Segurança sobre conflito e fome, o director interino do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Carl Skau, afirmou que, em conjunto, as crises apontam para uma evolução perigosa na relação entre guerra e fome.
Os próprios sistemas alimentares (fazendas, portos, mercados, instalações de armazenamento e rotas de transporte) estão a ser cada vez mais afectados por conflitos cujas consequências económicas vão muito além do campo de batalha.
"Os sistemas alimentares essenciais, e as vidas e os meios de subsistência que eles sustentam, estão sob ataque", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura do debate, citado pelo portal Notícias ao Minuto.
Pela primeira vez neste século, a fome foi confirmada simultaneamente em dois lugares: Sudão e Gaza.
Conflitos e violência são os principais factores que impulsionam a fome em 12 dos 13 pontos críticos considerados de maior preocupação pelas Nações Unidas.
Cada vez mais, um ataque com mísseis a um porto ou navio de carga pode aumentar os preços dos alimentos a milhares de quilómetros de distância.
O Mar Negro é um exemplo, já que a Rússia e a Ucrânia são grandes exportadoras de grãos, e a escalada dos ataques interrompeu uma artéria crucial do comércio global de alimentos. MCN




