Irão promete vingar-se pela morte de Ali Khamenei

O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irão prometeu esta quarta-feira, 01, punir os responsáveis pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto em fevereiro passado durante os primeiros ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.
“O processo de vingança pelo derrame do sangue puro do grande Khamenei e dos mártires oprimidos do Irão continua aberto”, afirmou Mohammad Bagher Zolqadr, que assumiu o cargo após a morte de Ali Larijani, outra figura importante da República Islâmica que morreu em março durante ataques aéreos israelitas.
O secretário do Conselho de Segurança Nacional, o órgão que preserva os valores da Revolução Islâmica e assegura a integridade e soberania nacional, reiterou que o “punho cerrado do líder supremo no momento da sua ascensão a sua morte é o símbolo duradouro da doutrina de segurança nacional”.
Esta mensagem foi divulgada numa altura em que o Irão se prepara para o funeral de Ali Khamenei, um acontecimento que o país apresenta como o “maior acontecimento nacional da Revolução Islâmica”.
As cerimónias fúnebres estão programadas para começar no sábado, 04 de Julho, em Teerão e deverão durar seis dias. O funeral terá início às 6 horas locais e 5 cinco horas em Luanda, com um desfile que percorrerá as principais ruas da capital durante todo o fim-de-semana.
O ayatollah Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, foi o segundo líder supremo do Irão, tendo governado o país com poder absoluto entre agosto de 1989 e fevereiro, tendo sido o chefe de Estado em funções durante mais tempo no Médio Oriente.
O seu segundo filho mais velho, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, sucedeu-lhe no cargo, tendo sido formalmente nomeado pela Assembleia dos Peritos a 08 de março, cerca de uma semana após a morte do pai.



