Irão volta encerrar Estreito de Ormuz após ataques israelitas contra o Líbano

O Irão anunciou, este sábado, 20, ter voltado a encerrar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, como consequência da “violação da promessa por parte do inimigo”.
Segundo o comando militar central iraniano, em causa estão os ataques de Israel ao sul do Líbano, que classifica como uma “violação da promessa por parte do inimigo”.
“Fica por este meio anunciado que o Estreito de Ormuz será encerrado ao tráfego marítimo; salienta-se que esta primeira medida constitui uma resposta à violação da promessa por parte do inimigo e que, caso a agressão continue, serão planeadas e tomadas medidas adicionais para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações”, adiantou o Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal e citado pela Al Jazeera.
Referir que o regime iraniano tinha encerrado esta passagem estratégica entre o oceano Índico e o golfo Pérsico, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro.
A reabertura do estreito estava prevista no memorando de entendimento assinado na semana transacta pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, com vista ao início de negociações para pôr um fim ao conflito no Médio Oriente.
Durante este período, pelo menos 25 navios atravessaram o estreito de Ormuz, um volume cinco vezes superior à média dos primeiros dez dias de Junho e sem precedentes desde meados de Abril.
Este novo encerramento pode agravar a crise energética em muitos países, e forçar aumentos consideráveis do preço do petróleo, uma vez que este canal marítimo é o responsável pelo tráfego de cerca de 20% do produto global.


