Junta militar maliana decreta recolher obrigatório após ataques islamistas

A junta militar maliana decretou um recolher obrigatório imediato de 72 horas em todo o distrito de Bamaco, a capital do país, após uma série de ataques reivindicados por fundamentalistas islâmicos.
O recolher obrigatório, que entrou em vigor imediatamente após ter sido anunciado, tomada pelo governador do distrito de Bamaco, Abdoulaye Coulibaly, aplica-se a todo o território do distrito que rodeia a capital do Mali.
Os fundamentalistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram este sábado, 25, os ataques lançados por homens armados contra vários pontos de Bamaco e outras cidades do país.
O exército maliano afirmou que “grupos terroristas armados” atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.
Segundo fontes militares e observadores locais, os combates prosseguiram ao longo do dia de sábado nas imediações de Bamaco e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e “grupos terroristas” envolvidos em ataques simultâneos.
As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está “sob controlo”, embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia da capital, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.
O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década conflitos com fundamentalistas islâmicos separatistas.


