Kagame defende unidade e segurança nacional durante as cerimônias dos 32 anos do genocídio

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirmou que a unidade nacional continua a ser o principal pilar da estabilidade e do desenvolvimento do país, durante as cerimónias do Kwibuka, que este ano assinalam 32 anos desde o genocídio de 1994.
No seu discurso, Kagame destacou que o povo ruandês partilha a convicção de viver em segurança, dignidade e paz com os países vizinhos, sublinhando que o país não deve ser penalizado por garantir a sua própria defesa face a ameaças externas.
As declarações foram proferidas em Kigali, no âmbito das cerimónias oficiais que recordam o Genocídio contra os Tutsi no Ruanda, um dos episódios mais trágicos da história contemporânea, que resultou em centenas de milhares de mortes.
O chefe de Estado apelou ainda à cooperação internacional no combate ao extremismo, defendendo que os parceiros externos devem apoiar os esforços de segurança do Ruanda, em vez de impor sanções ao país.
Kagame reforçou também uma visão estratégica para o futuro, afirmando que as novas gerações merecem herdar um país “seguro, unido e ousado”, bem como uma África mais integrada e confiante.
As cerimónias do Kwibuka32 decorrem anualmente a 7 de abril, data reconhecida internacionalmente como o início do genocídio, e incluem homenagens às vítimas, reflexões políticas e apelos à prevenção de novos conflitos.
Ex-ministro das Finanças de Moçambique condenado nos EUA por fraude
O antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, foi condenado nos Estados Unidos a 102 meses de prisão por crimes de conspiração para fraude eletrónica e branqueamento de capitais.
Chang, que liderou as finanças moçambicanas entre 2005 e 2015, esteve no centro do escândalo das chamadas “dívidas ocultas”, um caso que envolveu empréstimos secretos garantidos pelo Estado moçambicano e que provocou uma grave crise financeira no país.
O ex-governante foi detido em 2018 na África do Sul, ao abrigo de um mandado internacional, tendo a sua extradição sido alvo de disputas judiciais entre Moçambique e os Estados Unidos.
Após vários anos de processos legais, Chang acabou por ser julgado em território norte-americano, onde foi considerado culpado pelos crimes relacionados com esquemas financeiros ilícitos ligados a investidores internacionais.
O caso continua a ser um dos maiores escândalos financeiros em África, com impacto significativo na economia e na credibilidade internacional de Moçambique.


