Monróvia - A Libéria anunciou que vai receber até 1.200 estrangeiros deportados dos Estados Unidos, como parte de um plano anti-imigração promovido pelo Presidente Donald Trump, segundo o qual os Estados Unidos transferem imigrantes para terceiros países.
Monróvia - A Libéria anunciou que vai receber até 1.200 estrangeiros deportados dos Estados Unidos, como parte de um plano anti-imigração promovido pelo Presidente Donald Trump, segundo o qual os Estados Unidos transferem imigrantes para terceiros países.
“A Libéria pretende aceitar até 1.200 pessoas que serão transferidas dos Estados Unidos no prazo de um ano”, informou o país africano, na terça-feira.
Um grupo inicial de 20 deportados chegará à Libéria na próxima quinta-feira. Segundo o Governo, estes “terão liberdade para deixar o país quando quiserem” ou poderão solicitar asilo, avança a AFP.
O Governo de Trump informou que deseja enviar para o país africano o imigrante salvadorenho Kilmar García, que se tornou um símbolo das deportações em massa, após ter sido transferido por engano para El Salvador, segundo o jornal The New York Times.
O Ghana e a Guiné Equatorial tornaram-se pontos de trânsito para a campanha anti-imigração de Trump, embora as autoridades desses países enviem rapidamente os deportados para os seus países de origem.
Dois ex-responsáveis do Departamento de Estado informaram à AFP que os Estados Unidos utilizam proibições de visto e restrições a países africanos para forçá-los a aceitar deportados de terceiros países.
O Governo da Libéria afirmou que “não exigiu nem recebeu qualquer compensação ou promessa de recompensa em troca de concordar em participar do programa” de deportações.
“A Libéria receberá apoio para ajudar a administrar o programa e fortalecer o seu sistema migratório”, informou o Governo, o qual ressaltou que o acordo é “totalmente humanitário”. CV




