O presidente do Conselho Soberano do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, afirmou que as Forças Armadas Sudanesas (SAF) continuam determinadas a derrotar as Forças de Apoio Rápido (RSF), mas salientou que continuam abertas ao que chamou de iniciativas de paz “genuínas”, informou a agência de notícias estatal SUNA.
Num discurso que assinalou, o 72º aniversário das SAF, Burhan disse que a determinação do exército em lutar e derrotar as RSF “não significa fechar os olhos a qualquer iniciativa genuína de paz”, segundo a agência de notícias estatal SUNA.
“Os nossos esforços neste sentido não cessaram desde os primeiros meses da rebelião, mas não aceitaremos uma paz incompleta ou uma paz que devolva ao poder ou à participação dos criminosos e assassinos, da milícia Dagalo (liderada por Mohamed Hamdan, das RSF) e dos seus apoiantes”, disse. “A nossa posição tem sido clara desde Maio de 2023: o caminho para a paz começa com esta milícia a depor as armas e a reunir-se em áreas designadas, os cidadãos a regressar às suas áreas e a vida a voltar ao normal, com serviços, segurança, protecção e monitorização”, disse Burhan. “Depois disso, a situação dos combatentes que não são criminosos poderá ser considerada”, acrescentou.
Na esfera política, Burhan disse que iniciou um diálogo com grupos nacionais e sectoriais que “apoiam o Estado sudanês e defendem a sua unidade e instituições”, com o objectivo de os envolver na conclusão das instituições estatais, incluindo o Conselho Legislativo. Burhan disse ainda que, no meio daquilo a que chamou a “realidade política tensa” do país, um grupo de homens e mulheres sudaneses lançou, de forma independente, uma iniciativa baseada na “firme convicção de que a superação deste sofrimento só pode ser alcançada através de um diálogo puramente sudanês”.




