Macky Sall faz campanha para a liderança da ONU

O ex-Presidente senegalês Macky Sall está no Senegal, na sua primeira visita pública ao país desde que deixou o cargo, enquanto faz campanha para o cargo de secretário-geral da ONU.
O Tribunal de Contas do Senegal afirmou que o Governo de Sall subestimou os números da dívida e do défice, o que implica cerca de 7 mil milhões de dólares em empréstimos ocultos, um número que aumentou, posteriormente, consideravelmente, e foi estimado pela S&P Global Ratings em cerca de 13 mil milhões de dólares em Julho passado, um quarto da economia do país, avaliada em 40 mil milhões de dólares. Sall nega qualquer irregularidade. Durante a sua permanência no Senegal, irá reunir-se com o presidente Bassirou Diomaye Faye antes de deixar Dakar, disse à emissora X. Afirmou que a visita faz "parte das consultas e visitas que realizei em relação à minha candidatura".Mas disse que prevê "ter a oportunidade de regressar a Dakar noutra ocasião para me encontrar com activistas e apoiantes". As Nações Unidas devem escolher o seu 10.º secretário-geral este ano para um mandato de cinco anos, com início a 1 de janeiro de 2027. Sall está entre os cinco candidatos até à data. Se for escolhido, Sall sucederia a António Guterres e tornar-se-ia o terceiro secretário-geral africano, depois do egípcio Boutros Boutros-Ghali e do ganês Kofi Annan. Sall supervisionou a transição do Senegal para uma nação produtora de petróleo e gás durante a sua presidência, de 2012 a 2024.



