Macky Sall pode beneficiar da representatividade africana na corrida à liderança da ONU, diz especialista

Os candidatos, entre os quais, o ex-presidente do Senegal, Macky Sall, apresentam as suas propostas e prioridades param a liderança da organização.
A propósito do assunto, o especialista em Relações Internacionais, Adalberto Malú, entende que este debate representa um momento histórico, por se tratar da primeira oportunidade em que os candidatos apresentam publicamente a sua visão para o futuro das Nações Unidas.
Sobre as possibilidades de Macky Sall, o internacionalista considera que o desfecho dependerá menos da qualidade do seu discurso e mais da dinâmica geopolítica entre as grandes potências.
Ainda assim, Adalberto Malú destaca a experiência política de Macky Sall enquanto chefe de Estado e o reconhecimento do seu percurso na diplomacia africana. Acrescenta que o antigo Presidente senegalês poderá beneficiar do argumento da representatividade regional, uma vez que África continua a ser a única grande região do mundo que nunca ocupou o cargo de secretário-geral da ONU.
O próximo secretário-geral assumirá funções num contexto marcado pelo agravamento dos conflitos internacionais, por sucessivas violações do direito internacional e por uma grave crise financeira das Nações Unidas.
Além de Macky Sall, concorrem ao cargo Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan e Carolyn Rodrigues-Birkett.


