O antigo presidente do Senado do Madagáscar, Richard Ravalomanana, foi ontem condenado a dez anos de trabalhos forçados pela repressão às manifestações que assolaram o país no ano passado, mas a defesa vai recorrer, noticiaram meios locais.
Em Setembro do ano passado, um colectivo de jovens, maioritariamente da “Geração Z” – pessoas nascidas entre 1997 e 2012 - , promoveu um conjunto de manifestações contra os cortes incessantes de água e electricidade.
Os protestos, segundo as Nações Unidas (ONU), resultaram em pelo menos 22 mortos e em mais de uma centena de feridos.
A adesão de militares ao movimento de descontentamento, cerca de duas semanas depois, levou à fuga do então Presidente, Andry Rajoelina, num voo fretado pela França, e à tomada do poder pelo coronel Michaël Randrianirina.
Richard Ravalomanana foi destituído do cargo em Dezembro e, em 18 de Janeiro, detido preventivamente. Ontem, foi condenado a dez anos de trabalhos forçados, por “cumplicidade num homicídio e (...) em agressões e ofensas corporais voluntárias”.




