
A violência no Haiti já deslocou cerca de 1,5 milhões de pessoas, segundo o alerta da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A instituição manifesta preocupação com o agravamento da crise humanitária naquele país, que considera estar a alastrar-se, sendo que, pelo menos 1,47 milhões de pessoas continuam deslocadas.
O Haiti, e em particular a capital, Porto Príncipe, sofrem há muitos anos com a violência de gangues criminosos, que cometem homicídios, violações, pilhagens e raptos.
“O que estamos a assistir é à coexistência permanente de dificuldades, violência armada, deslocações em massa, insegurança aguda, regressos forçados em grande escala, riscos climáticos e instituições sob pressão a todos os níveis”, disse Gregoire Goodstein, chefe da missão da OIM no país, por ocasião da publicação de um novo relatório.
Os ataques armados já não se limitam às zonas de conflito tradicionais.
“Este fenómeno estendeu-se ao centro, noroeste e sul” do país de cerca de 11 milhões de habitantes, acrescentou Goodstein.
As comunidades que antes serviam de refúgio estão a ser cada vez mais afectadas, privando assim as populações vulneráveis de soluções seguras, de acordo com o novo relatório da OIM, que integra o sistema da ONU.
Os dados da OIM mostraram uma rápida escalada da crise, marcada por repetidas ondas de deslocações.
Em Maio, mais de 18.000 pessoas foram obrigadas a fugir da favela de Cité Soleil, a maior de Porto Príncipe, precisamente devido ao aumento da violência.
Desde o início de 2026, mais de 110.000 haitianos foram repatriados à força, indicou a OIM.


