Mali: ataque de independentistas e jihadistas mata cerca de 50 militares

Segundo fontes locais citadas pela AFP, o comboio seguia da cidade estratégica de Anéfis para Gao, quando caiu numa emboscada. O ataque é considerado um dos mais mortíferos sofridos pelas forças armadas malianas desde o início do conflito que afeta o país há cerca de 15 anos.
“O balanço provisório do ataque é muito pesado. Há mais de 50 militares mortos e pelo menos 24 prisioneiros”, declarou um responsável local próximo da junta militar que governa o país.
A cidade de Anéfis tem sido palco de intensos confrontos nas últimas semanas. No início de julho, uma ofensiva coordenada pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), ligado à Al-Qaeda, e pela Frente de Libertação do Azauade (FLA) resultou na tomada temporária da cidade, cercando um quartel militar defendido pelo Exército do Mali e por paramilitares russos do Africa Corps.
De acordo com fontes locais, os paramilitares russos que apoiam o Exército maliano já tinham chegado a Gao antes da emboscada e não registaram baixas.
O ataque foi reivindicado pelo JNIM e pela FLA. O Exército do Mali confirmou que o comboio caiu numa emboscada de “grupos armados terroristas”, mas não divulgou números oficiais sobre vítimas.
Desde 2012, o Mali enfrenta uma grave crise de segurança marcada por ataques de grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, além de movimentos independentistas e grupos criminosos.
O país é governado por militares desde os golpes de Estado de 2020 e 2021, que prometeram restaurar a segurança e preservar a integridade territorial nacional.



