Moçambique confirma recepção de mais de 65 vítimas de xenofobia na África do Sul

O Governo moçambicano revelou que mais de 65 cidadãos nacionais repatriados da vizinha África do Sul, vítimas de ataques xenófobos devem regressar hoje, 04, ao país, após o agravamento da situação nas terras de Nelson Mandela.
Segundo às autoridades, há ainda o registo de mais 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país.
“Os cidadãos moçambicanos regressam ao país na sequência da violência anti-imigrantes na África do Sul, estando prevista a chegada, na tarde de hoje, 04, de mais 65 cidadãos, incluindo 14 provenientes de Witbank, na província de Mpumalanga, no quadro das acções de apoio e repatriamento em curso”, divulgou o Gabinete de Informação de Moçambique (Gabingo).
O Gabinfo afirma que os cidadãos continuam a ser acolhidos no Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, incluindo os provenientes de Joanesburgo, Pretória, Gauteng e outras localidades.
“Prossegue o processo de assistência e repatriamento de cidadãos moçambicanos afetados pelos actos de intimidação e violência contra imigrantes em várias províncias da República da África do Sul”, refere.
Os episódios de violência contra estrangeiros levaram o Governo moçambicano a reforçar a assistência consular e as operações de repatriamento dos cidadãos afetados, mantendo o acompanhamento da situação através das representações diplomáticas e consulares na África do Sul.
Referir que este repatriamento acontece após, os manifestantes anti-imigração sul-africanos darem um ultimato até 30 de Junho, terça-feira, para todos os estrangeiros abandonarem o país.
Pelo menos 283 moçambicanos foram agredidos, viram as suas casas incendiadas e bens vandalizados na última vaga de ataques xenófobos na África do Sul, avançou no mesmo dia o Governo de Moçambique, que tenta assegurar assistência e o repatriamento.
Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul.



