Moçambique: Estado mobiliza meios fluviais para apoiar população de Djuba

Centenas de habitantes da aldeia de Djuba, no distrito de Boane, a cerca de 40 quilómetros a sul de Maputo, continuam condicionados na sua mobilidade devido à subida do nível das águas do rio Umbeluzi, na sequência das chuvas intensas que se abatem sobre a região sul de Moçambique.
Para garantir a circulação de pessoas e o acesso a bens essenciais, a Marinha de Guerra de Moçambique, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e o Instituto de Transporte Marítimo (Itransmar), mantém em funcionamento um sistema de transporte fluvial gratuito, através de botes, entre as duas margens do rio.
A ponte que liga a aldeia à Estrada Nacional Número Dois encontra-se submersa e interditada desde segunda-feira, impossibilitando a travessia rodoviária. Perante este cenário, mais de 1.600 pessoas utilizam diariamente os meios aquáticos disponibilizados pelo Estado para se deslocarem ao trabalho, à escola ou para a compra de alimentos.
As autoridades alertam que o atual período chuvoso é um dos mais severos dos últimos anos, com impacto significativo nas bacias hidrográficas do sul do país, situação que tem obrigado à abertura controlada de barragens, inclusive em países vizinhos.
Apesar do apoio institucional, residentes de Djuba manifestam preocupação com a recorrência do problema sempre que se registam chuvas acima da média, defendendo soluções estruturais que evitem o isolamento frequente da comunidade.
Enquanto isso, as operações de travessia decorrem diariamente entre as 06h00 e as 17h00, com reforço de medidas de segurança, incluindo o uso obrigatório de coletes salva-vidas, numa tentativa de reduzir riscos e garantir a continuidade da vida económica e social da população afetada.


