Multidões vão às ruas no Irão para homenagear Ali Khamenei após sua morte em ataque

Milhares de iranianos participaram de manifestações esta quinta-feira, 09, em homenagem ao ex-líder supremo Ali Khamenei, após sua morte no primeiro dia do conflito com os Estados Unidos e Israel, e expressaram críticas às negociações previstas no Paquistão nesta semana.
Os participantes seguravam retratos do líder falecido e bandeiras da República Islâmica durante comícios realizados em várias partes do país. Os protestos ocorreram após a morte de Khamenei em um ataque atribuído a forças dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro.
O período de luto de 40 dias, tradicional em práticas muçulmanas, marca essa fase de homenagens.
“O assassinato do nosso amado líder foi realmente covarde”, disse Maryam Esmaeili, funcionária do setor privado de 33 anos, à AFP, afirmando que os EUA e Israel “cruzaram uma linha vermelha”.
As maiores concentrações ocorreram em Teerã, onde os ataques teriam cessado após um frágil cessar-fogo iniciado na noite de terça-feira, além das cidades de Urmia, no noroeste, e Gorgan, no nordeste.
Khamenei tinha 86 anos e liderou a República Islâmica por mais de 36 anos.
Seu filho, Mojtaba, que teria assumido a liderança no início de março, não participou das cerimônias. Autoridades iranianas afirmam que ele foi ferido em um ataque e ainda não apareceu publicamente desde então.
O presidente Masoud Pezeshkian esteve presente na homenagem e posou para fotos com participantes, segundo imagens da televisão estatal.
A cerimônia nacional começou às 9h40 (06h10 GMT), no mesmo horário em que, segundo relatos, Khamenei teria sido morto em sua residência em Teerã, junto com dezenas de oficiais e autoridades de alto escalão.


