Omã revela que Irão aceitou não armazenar urânio enriquecido

O Irão aceitou não armazenar urânio enriquecido. O anúncio foi feito esta sexta-feira, 27, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, num acordo que descreveu como um avanço nas negociações com os Estados Unidos.
“Isto é algo completamente novo, que realmente torna o argumento do enriquecimento menos relevante, porque agora estamos a falar da ausência de armazenamento”, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, à CBS News.
O ministro, cujo país mediou as negociações entre os Estados Unidos e o Irão em Genebra na quinta-feira, afirmou que todas as questões relacionadas com um acordo poderiam ser resolvidas “de forma amigável e abrangente” dentro de três meses.
“Se o objetivo final é garantir para sempre que o Irão não pode adquirir uma arma nuclear, penso que resolvemos esta questão através destas negociações, concordando com um avanço muito importante que nunca tinha sido alcançado antes”, apontou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã assegurou que “acredita que se souber aproveitar esta oportunidade e tirar o máximo partido dela, um acordo estará ao alcance”,
“O Irão não poderá armazenar urânio enriquecido e haverá verificações. O Irão reduzirá a sua reserva actual ao nível mais baixo possível”, assegurou.
Estas negociações são vistas como uma das últimas hipóteses de evitar uma guerra, após ameaças de ataques dos EUA contra o Irão e um significativo destacamento militar americano no Médio Oriente.
Referir que os Estados Unidos, que acusam o Irão de negar procurar uma arma nuclear, insistem na proibição total do enriquecimento de urânio, dado que o Irão tem defendido até ao momento o seu direito aos programas nucleares civis.
Durante uma declaração feita ainda esta sexta-feira, 27, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não está nada satisfeito com o progresso das negociações em curso com o Irão, mas ainda não tomou uma decisão sobre um ataque militar contra a República Islâmica.



