ONU considera "preocupante" decisão do Irão de suspender cooperação com AIEA

A Organização das Nações Unidas considerou, hoje, "preocupante" a decisão do Irão de suspender a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
A decisão surgiu na sequência da guerra entre Irão e Israel, marcada por ataques israelitas e norte-americanos contra instalações nucleares iranianas, reportou a Lusa.
"Vimos a decisão oficial do Irão, que é obviamente preocupante. O secretário-geral (da ONU, António Guterres) tem sido consistente no seu apelo para que o Irão coopere com a AIEA", afirmou o porta-voz do secretariado da ONU, Stéphane Dujarric, em Nova Iorque.
A 25 de Junho, um dia após o cessar-fogo entre o Irão e Israel anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de 12 dias de guerra, o parlamento iraniano votou de forma esmagadora a favor de um projecto de lei que proponha a suspensão da cooperação com esta agência da ONU responsável pela segurança nuclear, contra a qual Teerão fez inúmeras acusações.
O texto entrou, hoje, oficialmente, em vigor após ter sido promulgado pelo Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, acrescentou a mesma fonte.
O director-geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou em 26 de Junho que a cooperação do Irão com a agência era "uma obrigação legal, enquanto o Irão permanecer signatário" do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
A decisão do Irão irritou Israel, um inimigo declarado de Teerão desde a Revolução Islâmica de 1979, com o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, a pedir à comunidade internacional para que "usasse todos os meios à disposição para acabar com as ambições nucleares do Irão", pode ler-se na publicação.


