Genebra - Vários investigadores das Nações Unidas (ONU) denunciaram que os ataques com drones e a destruição de unidades sanitárias no Sudão estão a agravar de forma devastadora a crise humanitária no país e exigem um cessar-fogo imediato.
Genebra - Vários investigadores das Nações Unidas (ONU) denunciaram que os ataques com drones e a destruição de unidades sanitárias no Sudão estão a agravar de forma devastadora a crise humanitária no país e exigem um cessar-fogo imediato.
A ONU salientou que os ataques aprofundam uma situação humanitária já catastrófica e indicou que mais de seis milhões de pessoas foram deslocadas internamente na região de Cartum, enquanto outras 4,5 milhões abandonaram o país.
Ao abordar a situação na segunda-feira, o Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que os civis em várias regiões do Sudão enfrentam um risco iminente de novos ataques.
O responsável apelou igualmente ao fim da ingerência estrangeira no conflito e ao restabelecimento de um Governo civil no país.
Os especialistas da ONU denunciaram, ainda, que tanto as Forças Armadas Sudanesas como as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) estão a utilizar, cada vez mais, drones de longo alcance.
Segundo os investigadores, ambas as partes cometeram crimes de guerra, incluindo um ataque contra um jardim-de-infância no Kordofão do Sul, que provocou a morte de 60 crianças, e contra um hospital universitário, onde morreram 70 pessoas.
O Sudão está mergulhado numa guerra desde Abril de 2023, na sequência do agravamento das disputas pelo poder entre o comandante das Forças Armadas Sudanesas, Abdel Fattah al-Burhan, e o líder das Forças de Apoio Rápido, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti. CV




