PAIGC denuncia suposta invasão da residência de Domingos Simões Pereira

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou, esta terça-feira, 17, a alegada invasão da residência de Domingos Simões Pereira, presidente do partido e da Assembleia Nacional Popular (ANP), ocorrida na segunda-feira, 16.
O partido afirma por intermédio de um comunicado citado pela imprensa local, que agentes policiais, “agindo sob ordem superior”, terão entrado na residência do dirigente político e desactivado as câmaras de vigilância instaladas no local.
Na nota, o PAIGC condena e repudia o que considera ser “mais um acto de arbitrariedade”. O partido responsabiliza o regime liderado por Umaro Sissoco Embaló pela situação e alerta para eventuais riscos à integridade física e psicológica de Domingos Simões Pereira com estas acções de intimidação.
O partido sustenta ainda que a acção ocorre num contexto de crescente tensão política no país e acusa o Alto Comando Militar de persistir em práticas que, segundo a formação política, atentam contra a ordem constitucional da Guiné-Bissau.
O PAIGC apela assim, à mobilização dos seus militantes, simpatizantes e da população em geral “na luta pela reposição da ordem constitucional”, como medidas a serem adoptadas no país luso africano.
A formação política exorta igualmente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a reforçar a implementação das recomendações saídas da Cimeira de Abuja, realizada a 14 de Dezembro de 2025, particularmente no que diz respeito à normalização constitucional e à protecção de líderes políticos.
Até ao momento, não houve reacção oficial das autoridades às acusações tornadas públicas pelo PAIGC.


